Para debate: uma “Associação Brasileira de Psicoterapia”, em que temos?

16/07/2009 19h49

Uma "Associação Brasileira de Psicoterapia" está sendo gestada há quase um ano. Primeiro, apenas entre os promotores do projeto e seus patrocinadores, Conselhos de Psicologia. Logo, um convite e um texto introdutório foram enviados a aproximadamente 80 representantes de instituições psi e personalidades da psicanálise e da psicoterapia brasileira, para que conhecessem a proposta e participassem da fundação desta Associação nascitura. Uma reunião foi realizada, em São Paulo, entre aqueles que se interessaram ou se preocuparam, em 17 de abril p.p. Nela, já um segundo texto foi apresentado, com maiores detalhes sobre os desígnios dos coordenadores.

Esse projeto sugere que a Associação defina “o que é psicoterapia”, “a formação esperada do psicólogo”, a indicação “de quais os casos psicopatológicos, bem como quais as configurações de vida onde cabe se buscar uma psicoterapia”. Ela pretende ditar também opiniões sobre os “métodos vigentes de validação e prescrição de psicoterapias” e o “status atual de teorização e pesquisa” das “principais psicoterapias que até o momento tem sido praticadas”. Em seu limite, a Associação propõe-se a ditar a definição de “charlatanismo” (à página 1 do Projeto Diretrizes Brasileiras para a Psicoterapia).

Com isso, os coordenadores propõem-se a combater os seguintes “pontos críticos”, que já localizaram no campo psi nacional, entre tantos outros: “o desprestígio da psicologia clínica e psicoterapia e a baixa auto-estima da classe”, “a falta de qualidade de muitas instituições de ensino e formação e o grande número de psicoterapeutas com formação inadequada”, “a baixa produção e falta de atualização de conhecimentos no Brasil”.

Na reunião, os convidados concordaram quanto à necessidade de uma discussão mais ampla, uma rede deve ser em breve criada com esse objetivo. É momento de debate, apresentação às instituições e pessoas que podem se envolver, abertura para questionamento.

Por isso, os dois documentos que promovem essa proposta demandam leitura e posicionamento.

Tornaram-se públicos:

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